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A TÁTICA NO XADREZ
A TÁTICA NO XADREZ

INTRODUÇÃO

Por um longo tempo acreditou-se que o mais importante era dar mate ao rei logo no começo do jogo. Os jogadores eram grandes atacantes e tinham um rico conhecimento de armadilhas e ciladas de aberturas que só eram possíveis graças aos erros do oponente. Com o tempo percebeu-se que isso era errado, pois se houvesse uma defesa correta, as armadilhas não funcionariam e podiam, em certos casos, prejudicar o próprio jogador.

Assim, para combater o adversário era preciso pensar, não somente no melhor lance para si mesmo, mas imaginar qual seria a melhor resposta para ele. Desse modo as ciladas não eram mais tão eficientes, era necessário saber atacar e defender ao mesmo tempo. Os planos feitos por um jogador eram prejudicados pelos planos do adversário e vice-versa. Formou-se assim uma luta tática no meio-jogo, pois era necessário fazer com que o adversário, mesmo com seu melhor lance, não pudesse evitar que os planos fossem cumpridos.

Há mais de 2 mil anos, provavelmente no século Vl a.C., nos abastados reinos da Índia começou a surgir uma modalidade de jogo destinada a conquistar a imaginação dos nobres e dos mestres da guerra. Em poucas gerações, a nova mania espalhou-se por terras e povos vizinhos—e daí, muito mais lentamente, para o mundo todo. O nome original do jogo era chaturanga—que significava “quatro reis” —, e dele descende o xadrez, praticado por milhões de pessoas que o consideram o mais complexo exercício de inteligência já inventado.

Existem várias versões sobre a origem e o desenvolvimento do jogo, além de muitas dúvidas sobre os caminhos de sua propagação. Ao que tudo indica, a princípio o chaturanga não era disputado por apenas dois jogadores, como o xadrez atual, mas sim por quatro. Cada um deles, em vez das dezesseis peças modernas, dispunha de oito peças que corriam as 64 casas do tabuleiro. Não existia ainda, por exemplo, a figura da rainha—hoje a peça mais poderosa do xadrez. Os contendores moviam um elefante, um cavalo, um carro de guerra e quatro peões. O objetivo já era defender a peça central, o rei, e capturar o rei do adversário. No entanto, ao contrário do xadrez, o chaturanga dependia da sorte, pois a ordem das jogadas era definida pelos dados.

Segundo a lenda, o jogo nasceu como um remédio: teria sido inventado por um dos sábios da corte do Hindostão, de nome Sissa, para curar a depressão do rei. Encantado com sua pronta recuperação e ainda sem perceber as espantosas possibilidades do novo entretenimento, o rei prometeu ao sábio a recompensa que quisesse. Sissa pediu pouco, aparentemente. Apenas um tabuleiro cheio de trigo, mas de modo que na primeira casa houvesse um grão, na segunda, dois, na terceira, quatro, e assim sucessivamente, dobrando a quantidade de grãos até a casa 64. Quando o rei mandou fazer os cálculos, descobriu, assombrado, que o trigo necessário para completar o tabuleiro chegava a quase 20 quintilhões de grãos (o número 2 seguido de 19 zeros). Mais do que toda a produção mundial.

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